Primeiro professor de SJB tinha salário pago por pais de alunos

Em algum ponto da história de São João Batista, algum batistense estudou em uma escola reunida, como eram conhecidas as pequenas unidades de ensino da cidade. Até os anos 90 a Escola Araci Espindola Dalcenter era uma dessas. Duas salas no prédio e séries dividindo o mesmo espaço. A viagem no tempo vai mais distante. Foi em 1838, a exatos 180 anos que foi iniciada a construção da primeira escola da freguesia que 120 anos depois se tornaria município. E o primeiro professor recebia salário pago pelos pais dos alunos.

O administrador da Colônia Nova Itália, Lucas Boiteux que deu inicio a construção da escola. O primeiro professor, Benjamim Bozano, ensinava os pequenos da região, mas tinha que contar com os valores pagos pelos pais dos estudantes para ter algum rendimento. Ainda de acordo com os relatos históricos, em novembro de 1845 Lourenço José Martins Ramos foi nomeado professor das primeiras letras.

E educação seguiu pontuando como fator importante para os primeiros colonizadores. Em agosto de 1885 o governador da província criou duas novas escolas. Uma delas ficava na Ribanceira do Sul e outra no Moura. Para reger a escola da Ribanceira foi nomeada a professora Adelina Rosa e para a escola do Moura foi nomeada Maria Joana de Campos. Em 1888 Patrício Teixeira Brasil foi nomeado professor da escola mista do Alto Tijucas. Dava aula em sua casa e era delegado ao mesmo tempo. A importância de Patrício para São João Batista pode ser resumido no fato de ser nome de uma das mais importantes unidades de ensino da cidade.

Até 1918, principalmente a educação tocada pela Igreja funcionava com repartição no meio para separar meninas e meninos. No ano de 1927 começou a funcionar em São João Batista a Escola Reunida Catarina Deschamps Steffen no bairro Cardoso. A primeira professora foi Lourdes Pereira e em seguida a professora Corina Brasil Santos.  Em 45 foi criado o Centro Educacional Infantil Carinha de Anjo que era tocado pelas irmãs franciscanas. Já 1966 marcou a criação da principal unidade de ensino, a Escola Básica São João Batista. A frente da Instituição a diretora irmã Maria Zélia e a inspetora era a professora Maria da Graça Azevedo.

Desde os primórdios da colonização de São João Batista, a educação exerceu papel fundamental. Atualmente, só a Rede Municipal de Ensino possui quase cinco mil alunos e a Secretaria de Educação teve em 2017 um orçamento de R$ 24 milhões. Em contraponto ao salário do primeiro professor que era pago pelos pais dos alunos, no ano passado só a folha de pagamento da Educação foi de R$ 12 milhões.