Contratação de ‘técnicos’ esbarra no salário

Tentativa da Prefeitura de São João Batista em montar uma nominata de secretários estritamente técnica esbarra em um problema. O salário de um secretário municipal está defasado em comparação com o mercado, o que inviabiliza algumas contratações. Atualmente um funcionário do primeiro escalão do município ganha R$ 5,5 mil bruto. Situação afeta também a escolha de diretores de escola.

A título de comparação, a nova secretária de Saúde de São João Batista, Karin Cristine Geller Leopoldo, que tem um currículo robusto, tinha salário de R$ R$ 10.312,72 quando ocupava o cargo de Superintendente de Serviços Especializados e Regulação na Secretaria de Estado da Saúde. Em São João Batista terá salário de R$ 5.500,00.

Outro problema está relacionado a direção de escolas. Professores mais experientes não querem nem ouvir falar em assumir a função. Para um profissional com cerca de 20 anos de magistério, a perda salarial é de cerca de R$ 850,00, caso assuma a direção de uma unidade, já que deixam de receber a regência de classe.

Questões relacionadas a remuneração dos profissionais que atuam no primeiro escalão do Governo Municipal não são novas, e deverão ser discutidas entre o Executivo e Legislativo. Sem a remuneração equiparada ao da iniciativa privada, a Administração Municipal ficará sempre dependente da contratação de indicações políticas em detrimento a formação e experiência. É possível encontrar o equilíbrio e atrair os bons para o setor público.